Cultura digital: desafios e possibilidades de reconfiguração das práticas pedagógicas turma 13.C.FSE.50.1

Apresentação

Ao longo da história da humanidade, o ser humano recolheu e preservou os registos (arte, livros, museus, códigos, arquitetura, etc.) que dão testemunho dos distintos modos de estar, de fazer e de ser. Cada geração é herdeira deste valioso espólio, sendo o professor o seu principal medidador. No entanto, a mediação das relações humanas por sistemas computacionais produz novas experiências percetivas (sensoriais e cognitivas), ao incitar a escrita fragmentada, baseada na prática de bricolage. Este fenómeno contribuiu para o afastamento dos mais jovens em relação ao pensamento lógico, que sustenta o raciocínio histórico, ético e científico, o que levanta importantes desafios à conceptualização. As redes de informação e comunicação oferecem um enorme potencial de transformação positiva, que não pode ser negligenciado. Implica, contudo, uma profunda revisão das formas de redação, de análise e de transmissão de conhecimento. Pretende-se, com este ciclo, criar um espaço de reflexão, de partilha e de criação de práticas pedagógicas inovadoras que concretizem o potencial transformador da cultura digital e promova a emancipação do aluno, em consonância com o Plano de Ação para a Transição Digital (PTD), com os três pilares fundamentais do currículo português (PASEO, ENEC, AE) e com as diretrizes do projeto The Future of Education and Skills: Education 2030 (OECD, 2018).

Destinatários

Professores dos Ensinos Básico e Secundário

Releva

Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos Ensinos Básico e Secundário. Para efeitos de aplicação do artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação não releva para efeitos de progressão em carreira.

Objetivos

- Planificar a transformação da Transição Digital (PTD) na Educação, no alinhamento do Digital Education Action Plan – Resetting Education and Training for the Digital Age (2021-2027), que incita as Escolas a se prepararem para a transição digital global. - Combinar tecnologias digitais emergentes com abordagens tradicionais de ensino. - Compreender a mudança paradigmática, educativa e social, criada pela cltura digital. - Perceber os problemas, desafios e potencialidades, na educação, da interação com as novas tecnologias. - Refletir sobre possíveis técnicas que contrariem a automatismo inerente ao uso incorreto e excessivo das novas tecnologias. - Pensar na aprendizagem como um trabalho artesanal, como um saber fazer conhecimento. - Planificar atividades, ou projetos de transição digital, que promovam as competências transformadoras que têm sido indicadas no perfil do aluno à Saída da Escolaridade, apontadas por organismos como a ONU, a UNESCO, a OCDE, a Comissão Europeia ou o Conselho da Europa, e que se encontram espelhadas, de uma forma concertada, nos documentos orientadores e reguladores do Currículo português (PASEO, ENEC, AE e outros).

Conteúdos

1- Enquadramento teórico e conceptual (5 horas) 1.1 - Debate sobre as competências previstas no PASEO e no OECD (2018): O que se entende por emancipação do aluno? 1.2 - A escrita, a comunicação oral e a interação digital - as diferentes mudanças paradigmátivas da cultura ocidental. 1.3 - A relação entre a escrita e a ética (ética tribal; ética oriental e ética ocidental). 1.4 - Do livro à prática de bricolage cultural (escrita fragmentada que implica o abandono do raciocínio lógico). 1.5 - Especificidades e potencialidades da cultura da interação. 2 - O diálogo com os teóricos da cultura cibernética (5 horas) 2.1- Os profetas do apocalipse tecnológico – Teóricos pessimista da cultura da interação e da computação. 2.2- Os videntes de uma nova humanidade – Teóricos optimistas da cultura da interação e da computação. 2.3 - Os efeitos da computação na educação - O poder dos algoritmos na organização mental e, consequentemente, social. 3 - Novas práticas educativas – As tecnologias como extensões da sala de aula (9 horas) 3.1 – Os efeitos perturbadores dos ecrãs na motivação para a educação. 3.2 – Estratégias para potencializar o analógico e o digital. 3.3 – Mecânicas, dinâmicas e estéticas nos jogos educativos (o novo barroco e a inversão do binário Mito/Razão). 3.4 – Os perigos da ludificação na educação (Gosto/Desejo) 3.5 – Como motivar os estudantes? Novas práticas educativas interativas (Design Thinking, Kaizen, Gamificação, entre outras) 4 – Apresentação e exploração de novas estratégias pedagógicas a aplicar em contexto de sala de aula (3 horas) 4.1 – Análise dos perigos e as potencialidades das propostas desenvolvidas. 5 – Autoavaliação e elaboração de Relatório (3 horas)

Metodologias

As metodologias serão essencialmente ativas e participativas. - Intercalam-se sessões teóricas, de análise de conceitos e diálogo com alguns teóricos contemporâneos da cultura cibernética/computação, com sessões práticas que decorrem sob o modelo de diálogo, moderação de debate e interacção entre os diferentes participantes, realização de exercícios práticos com recurso às novas tecnologias e planificação de atividades. Produção de novos recursos pedagógicos e desenvolvimento de novas práticas pedagógicas e desenvolvimento e avaliação de trabalhos desenvolvidos em equipa, sobretudo, no que concerne à ética que promove, ou seja, se facilita a interação, reflexão e promoção de uma aprendizagem significativa.

Avaliação

A avaliação dos formandos é baseada nos seguintes pressupostos: Obrigatoriedade de frequência de 2/3 das horas de formação; Participação, discussão e reflexão em torno das propostas de trabalho realizadas. Reflexão escrita. Classificação final na escala de 1 a 10, conforme indicado na Carta Circular CCPFC – 3/2007 – Setembro 2007, com a menção qualitativa de: 1 a 4,9 valores – Insuficiente; 5 a 6,4 valores – Regular; 6,5 a 7,9 valores – Bom; 8 a 8,9 valores – Muito Bom; 9 a 10 valores - Excelente

Observações

DGAEP autorização 3/11/2025

Formador

Maria José de Oliveira Barbosa

Cronograma

Sessão Data Horário Duração Tipo de sessão
1 28-04-2026 (Terça-feira) 18:30 - 20:30 2:00 Presencial
2 05-05-2026 (Terça-feira) 18:30 - 21:00 2:30 Presencial
3 12-05-2026 (Terça-feira) 18:30 - 21:00 2:30 Presencial
4 19-05-2026 (Terça-feira) 18:30 - 21:00 2:30 Presencial
5 26-05-2026 (Terça-feira) 18:30 - 21:30 3:00 Online síncrona
6 02-06-2026 (Terça-feira) 18:30 - 21:00 2:30 Presencial
7 09-06-2026 (Terça-feira) 18:30 - 21:00 2:30 Online síncrona
8 16-06-2026 (Terça-feira) 18:30 - 21:00 2:30 Online síncrona
9 23-06-2026 (Terça-feira) 18:30 - 21:00 2:30 Presencial
10 30-06-2026 (Terça-feira) 18:30 - 21:00 2:30 Presencial
Início: 14-04-2026
Fim: 03-06-2026
Acreditação: CCPFC/ACC-136927/25
Modalidade: Curso
Pessoal: Docente
Regime: b-learning
Duração: 25 h
Local: Escola Secundária de Estarreja - AE de Estarreja

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